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Consultas apressadas, médicos dispersos, exames e remédios sem fim. A medicina moderna é assim: conjunto de funções rápidas e impessoais que geram desconfiança e incômodo para alguns pacientes que necessitam de mais atenção. É no meio dessa velocidade de atendimentos que o movimento Slow Medicine (Medicina sem Pressa, em tradução livre) surge para desacelerar esses processos e oferecer um atendimento médico mais humanizado e pessoal.

O movimento Medicina Sem Pressa, criado na Itália, segue uma linha de pensamento já criada no ramo da gastronomia, o Slow Food, no mesmo país. Ambos acreditam na desaceleração dos processos e do ritmo da vida, contribuindo para uma melhor qualidade no bem-estar do indivíduo. O movimento ganhou muitos adeptos e muitos opositores também! Isso porque algumas de suas propostas incluem a diminuição de pedidos de exames e da prescrição de remédios por médicos a seus pacientes. Os criadores afirmam não serem contra o uso de medicações ou exames, mas são contrários a forma como eles são passados aos pacientes. Assim, eles defendem que as consultas modernas se distanciaram da medicina tradicional, na qual o profissional de saúde priorizava o estado do enfermo, atendia às necessidades individuais de cada um e fazia uma consulta minuciosa com muita conversa e atenção aos detalhes. Hoje, eles dizem que esse tipo de atenção não ocorre mais e é isso que o movimento pretende trazer de volta à área da saúde.

Além da defesa da utilização de mais diálogo entre as partes envolvidas, a Slow Medicine evidencia a vontade do paciente diante de seu estado clínico. Sua proposta fala em uma conversa sincera entre as partes, com detalhes sobre tratamentos e efeitos colaterais, e assim uma tomada de decisão. Essa participação na escolha de tratamento ou não é de extrema importância para uma ação posterior, pois alguma decisão tomada sem total entendimento e aceitação, poderá acarretar em problemas inesperados no futuro.

Os apoiadores afirmam que a importância desse movimento não está no tratamento de doenças e sim na prevenção das mesmas. Um paciente que frequentemente vai ao consultório, troca informações com seu profissional de saúde por meio de um diálogo honesto e claro, tem mais chances de sobreviver às doenças do que alguém que não tem o costume de fazer consultas ou que é atendido por profissionais que não conhecem seu estado clínico por completo, pela falta de tempo para tal.

Assim, mesmo com as críticas recebidas, o movimento está crescendo a cada dia e se torna uma opção para quem deseja desacelerar e privilegiar um atendimento mais humano.


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